segunda-feira, 9 de março de 2009

...E já se vão 28 anos...


Bom, este oficialmente é o meu 1º post, integralmente elaborado pela minha pessoa para este Blog. Adentrei a este mundo “Blogueiro” pela avidez, seriedade e principalmente honestidade em relatar emoções, visões e opiniões, dispensadas pelo meu amigo e irmão no cristianismo Val (Iskizhofrennia) e outras demais pessoas que com seus textos pautados nos mesmos requisitos, acendem a vontade de fazer o mesmo.
Creio que para um iniciante, a dificuldade é bastante grande, tal qual qualquer outra atividade que não estamos acostumados a realizar, então, resolvi abordar um tema extremamente simples e de fácil explanação: Vou falar sobre EU mesmo! Deixando o egocentrismo de lado, acho que estabelecer uma cumplicidade entre quem escreve e quem lê é algo primordial para quem degusta este tipo de “guloisema literária”, mesmo que o escritor não seja um Machado de Assis, um Mário Quintana ou qualquer tipo de monstro sagrado da literatura.

Sou um jovem quase entrando em sua 3º década de vida. Meu Pai sempre diz que “...é velho quem pensa que é velho...”, preceito este que adotei comigo também, afinal ninguém diz que tenho a idade que digo que tenho (ainda bem!). Descendente de orientais cresci sob uma rigorosa educação aplicada pelos meus pais com base na educação, honra e simplicidade. Hoje vejo que são valores que fazem enorme diferença neste mundo atual. Não tenho irmãos, sendo filho único. Confesso que quando se é criança, isto faz uma enorme diferença, afinal toda a criança tem o estigma do irmão mais velho, que sempre virá para auxilia- lo em qualquer situação e principalmente em momentos de perigo (quem nunca brigou na escola? Pois é....). Uma infância normal que teve como momento marcante um caso grave de doença familiar: Aos 11 anos presenciei o 1º infarto que sofrera meu pai (acabou tendo outro, anos mais tarde). Foi um fato que mexeu substancialmente com as nossas vidas e porque não dizer com a da Cidade, afinal, na época, não era comum o transporte de pacientes por Helicóptero, tamanha era a gravidade. Seu José sobreviveu e nós também. Dois anos mais tarde veio a mudança para o interior de São Paulo, mais precisamente na cidade de Sumaré. Passei toda a minha adolescência e o início da minha vida adulta lá, vivendo e aprendendo diariamente. Tive a maior experiência que um ser humano pode ter, bem nessa fase, que foi conhecer a Cristo, o filho de Deus (assunto para um outro post) que me proporcionou uma imensa gama de novas experiências. Apaixonado por rock, iniciei minha peregrinação pelo mundo do tão aclamado “underground”, formando bandas e participando até os dias atuais. Atualmente por motivos de Trabalho, resido em Sorocaba – SP, de onde agora, conto minha história de vida.

Não quero deixar este post maior do que ele já tenha ficado, ainda terei uma infinidade de dias para expor minhas opiniões e idéias.

Como diria o vocal do mais famoso grupo de Rap brasileiro:

“ ...essa é a história que por mim será contada...um Japa na estrada...” (ficou péssima essa ! )

E já se vão 28 anos......

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A mescla do passado, presente e futuro.


O termo samurai corresponde à elite guerreira do Japão feudal. A palavra samurai vem do verbo Saburai, que significa "aquele que serve ao senhor". A classe dos samurais, dominou a história do Japão por cerca de 700 anos, de 1185 à 1867. E ao longo desse período, os samurais exerceram diferentes funções em determinadas épocas, passando de duelistas à soldados de infantaria da corte imperial, equipados inclusive com armas de fogo.
No início, os samurais realizavam atividades minoritárias tais como, as funções de cobradores de impostos e servidores da corte imperial. Com o passar do tempo, o termo samurai foi sancionado e os primeiros registros, datam do século X, situando-os ainda como guardiões da corte imperial, em Kyoto e como membros de milícias particulares a soldo dos senhores provinciais. Nessa época, qualquer cidadão poderia tornar-se um samurai. Este cidadão por sua vez, teria que se engajar nas artes militares para então, por fim, ser contratado por um senhor feudal ou daimyo, mas enquanto isso não acontecia, esses samurais, eram chamados de ronin.
Na Era Tokugawa (1603), quando os samurais passaram a constituir a mais alta classe social (bushi), não era mais possível à um cidadão comum, tornar-se samurai, pois o título "bushi", começou a ser passado de geração em geração. Só um filho de samurai poderia tornar-se samurai e este tinha direito a um sobrenome. Desde o surgimento dos samurais, só estes tinham direito a um sobrenome, mas com a ascensão dos samurais como uma elite guerreira sob os auspícios da corte imperial, todos os cidadãos passaram a ter um sobrenome.
A partir desta época, a posição do samurai consolidou-se como um grupo seleto da sociedade. As armas e armaduras que usavam eram símbolos de distinção e a manifestação de ser um samurai. Porém para armar um samurai era necessário mais que uma espada e uma armadura. Parte de seu equipamento, era psicológico e moral; eram regidos por um código de honra muito precioso, o bushido (caminho do guerreiro), no qual a honra, lealdade e coragem eram os princípios básicos. A espada era considerada a alma do samurai. Todo bushi (nome da classe dos samurais), portava duas espadas presas ao Obi (faixa que segura o quimono), o katana (espada longa - de 60 a 90 cm) e wakisashi (de 30 a 60 cm), essas espadas eram o símbolo-distintivo do samurai.
Os samurais não tinham medo da morte, que era uma conseqüência normal e matar fazia parte de suas obrigações. Porém, deveriam morrer com honra defendendo seu senhor, ou defendendo a própria reputação e o nome de seus ancestrais. Se viessem a falhar ou cometessem um ato de desonra para si próprio, manchando o nome de seu senhor ou familiares, o samurai era ensinado a cometer o Harakiri ou Seppuku, ritual de suicídio através do corte do ventre.
Se um samurai perdesse o seu Daymio (título dado ao senhor feudal, chefe de um distrito) por descuido ou negligência na hora de defende-lo, o samurai era instruído a praticar o harakiri. Entretanto, se a morte do Daymio não estivesse relacionada à ineficiência ou falta de caráter do samurai, este se tornava um ronin, ou seja, um samurai que não tinha um senhor feudal para servir, desempregado. Isto era um problema, pois não conseguindo ser contratado por outro senhor e não tendo quem provesse seu sustento, freqüentemente tinha que vender sua espada para poder sobreviver ou se entregar ao bandidismo.
Nos campos de batalha assim como em duelos, os combatentes enfrentavam-se como verdadeiros cavalheiros. Na batalha, um guerreiro costumava galopar até a linha de frente inimiga para anunciar sua ascendência, uma lista de feitos pessoais, bem como as façanhas do seu exército ou de sua facção. Depois de encerrada tais bravatas é que os guerreiros atacavam-se. O mesmo acontecia num duelo. Antes de entrar em combate, os samurais se apresentavam, reverenciavam seus antepassados e enumeravam seus feitos heróicos para depois entrarem em combate.
Fora do campo de batalha, o mesmo guerreiro que colhia cabeças como troféu de combate era também um fervoroso budista. Membro da mais alta classe, empenhava-se em atividades culturais, como arranjos florais (ikebana), poesia, além de assistir a peças de teatro nô, uma forma de teatro solene e estilizada para a elite e oficiar cerimônias do chá, alguns se dedicavam a atividades artísticas tais como a escultura e a pintura.
Em seus castelos, os daimyo, patrocinavam saraus com pintores, dramaturgos e intelectuais. Assistiam a espetáculos privados de teatro nô. Os generais samurais praticavam caligrafia, arranjos florais e tocavam uma espécie de alaúde. Mas de todas essas atividades, a que mais os envolviam era a cerimônia do chá. Por volta do século XIII, monges zen-budistas introduziram os rituais do chá no Japão. A cerimônia do chá é uma atividade espiritual e durante o raro momento de trégua da guerra, os samurais vinham às salas de chá pra relaxar e apreciar o momento.
O estilo de vida e a tradição militar dos samurais dominaram a cultura japonesa durante séculos, e permanecem vivos no Japão até os dias de hoje. Milhões de crianças em idade escolar ainda praticam as habilidades clássicas do guerreiro, entre elas a esgrima (kendo), arco-e-flecha (kyudo) e luta corporal desarmada (jiu-jitsu, aikido). Estas e outras artes marciais, fazem parte do currículo de educação física no Japão atual.
Hoje o espírito samurai continua vivo na sociedade. Através desse espírito, que o Japão é hoje uma das maiores potencias mundiais.